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Meninas na tecnologia: 45% consideram que a IA pode ajudar no trabalho e nos estudos

Pesquisa mostra que mulheres já adotam a tecnologia digital em sua rotina, embora apontem a necessidade de criar regras ou leis para seu uso


Nesta segunda-feira (27) é celebrado o Dia Mundial das Meninas em Tecnologias da Informação e Comunicação, data criada para incentivar a participação de mulheres nas áreas de ciência, engenharia, matemática e entre outras de computação. Embora o interesse por tecnologia esteja geralmente associado ao universo masculino, a pesquisa do Observatório Fundação Itaú revela um interesse semelhante entre os dois gêneros.

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De acordo com o estudo “Consumo e uso de Inteligência Artificial no Brasil”, 45% das mulheres admitem que a inteligência artificial contribui muito para o trabalho e os estudos. Entre os homens, esse índice é ligeiramente maior, chegando a 49%.

Outras 34% das respostas do público feminino e 31% do masculino apontaram que a tecnologia digital ajuda, ao menos, um pouco na rotina diária, enquanto 21% e 20%, respectivamente, afirmam que a ferramenta não traz qualquer auxílio.

Além de apoiar na rotina de trabalho e estudos, 58% das mulheres dizem que se sentem muito inspiradas com a inteligência artificial, o que possibilita imaginar e criar coisas novas. Já 30% afirmam ter um pouco dessa percepção e 12% disseram não ter essa compreensão. 

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As respostas entre os dois grupos seguem próximas em outros itens, no entanto, as mulheres avaliam com mais cautela o uso da inteligência artificial. Segundo a pesquisa, 79% delas e 75% dos homens responderam que a ferramenta virtual precisa muito de regulamentação. Na mesma avaliação, 15% e 16%, respectivamente, concordam pouco com a necessidade da criação de regras e leis para seu uso.

Sobre a pesquisa
A pesquisa foi realizada pelo Observatório Fundação Itaú em parceria com o Instituto de Pesquisa Datafolha. Os dados foram coletados entre 7 e 15 de julho de 2025, com entrevistas pessoais e individuais realizadas com 2.798 pessoas a partir de 16 anos de idade, de todas as regiões do país. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

Tecnologia no currículo escolar
Os profissionais ligados à área das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) ainda têm grande espaço para crescimento, conforme aponta o estudo “Currículo de Referência: Educação Profissional Técnica de Nível Médio em Tecnologia e Computação”, do Itaú Educação e Trabalho.

O documento defende o alinhamento das TICs dentro das políticas públicas voltadas à educação profissional e tecnológica, articuladas ao ensino médio. Segundo o texto, a proposta é ampliar as chances dos estudantes em trabalhar em todos os setores econômicos, independentemente da especialidade, além de inseri-los em uma área que está em expansão.

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