
Este estudo quantitativo explora as percepções de jovens da rede pública sobre o ensino técnico-profissionalizante. Os dados foram coletados por meio de um questionário on-line aplicado a uma amostra nacional de 1.000 estudantes do 9º ano do ensino fundamental e 1º ano do ensino médio, entre 5 de julho e 28 de julho de 2021.
- O perfil dos jovens entrevistados foi analisado considerando-se série, idade, região, cor, gênero, escolaridade da mãe e renda familiar. A amostra foi equilibrada com base no perfil da PNAD para representar a população mais ampla.
- As percepções sobre escola e trabalho revelam que muitos jovens trabalham, mas não na área que pretendem seguir. A família é o principal apoio no planejamento do futuro profissional, e há uma percepção de que a escola não os prepara bem para o mercado de trabalho. As habilidades mais valorizadas para o futuro profissional são socioemocionais.
- O conhecimento sobre o ensino técnico é baixo, com muitos jovens nunca tendo ouvido falar sobre ele. A mídia e a família são as principais fontes de informação, e o contato com a modalidade é maior entre quem conhece alguém que cursa ou já cursou.
- As percepções sobre o ensino técnico são positivas, sendo visto como boa preparação para o vestibular e para o mercado de trabalho. No entanto, há uma percepção de que o acesso é difícil e a oferta de escolas é baixa.
- A consideração em cursar o ensino técnico é alta, especialmente entre quem tem mais contato com a modalidade. O principal motivo para o interesse é a possibilidade de conseguir um emprego, enquanto a falta de acesso e conhecimento são os principais motivos para não considerá-lo como opção. Os modelos preferidos são os focados na qualificação profissional e na possibilidade de trabalhar durante os estudos.