
O documento detalhado apresenta seis macro tendências que impactam o futuro do trabalho, especialmente para os jovens, que são o foco do estudo. São elas: mudanças nos padrões de globalização, mudanças demográficas, digitalização da economia, flexibilização das relações de trabalho, mudanças climáticas e mudanças nos padrões de consumo.
O estudo também caracteriza os perfis dos jovens brasileiros e o mercado de trabalho atual, identificando seus desafios e oportunidades. Por fim, são apresentadas economias emergentes e carreiras do futuro, com ênfase na formação profissional e tecnológica dos jovens, destacando-se a importância da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e do Aprendizado Baseado no Trabalho (ABT) para a inclusão produtiva da juventude brasileira.
- As mudanças no padrão de globalização estão relacionadas à desindustrialização do Brasil e à recente tendência de desglobalização das cadeias produtivas.
- As mudanças demográficas referem-se a aspectos como o envelhecimento da população e à tendência de reversão do "bônus demográfico" brasileiro, que geram desafios como o aumento das taxas de desemprego, junto com a informalidade entre os jovens, mas, ao mesmo tempo, abrem oportunidades em setores como a economia do cuidado e a economia prateada.
- A digitalização da economia destaca a substituição de postos de trabalho por máquinas e a ampliação de oportunidades no macrossetor de tecnologias da informação (TI).
- A flexibilização das relações de trabalho refere-se a mudanças na legislação trabalhista, ao aumento das taxas de informalidade, à plataformização do trabalho e à expansão do número de microempreendedores individuais, o que implica maiores barreiras para a entrada no mercado formal de trabalho e no aumento da relevância de habilidades ligadas ao empreendedorismo.
- As mudanças climáticas resultam na potencial perda de empregos tradicionais e no surgimento de novas oportunidades ligadas aos "empregos verdes".
- As mudanças no padrão de consumo apontam para a ampliação do comércio digital e para uma maior preocupação com o caráter sustentável e ético dos produtos consumidos, o que gera potencial para oportunidades de empreendedorismo em negócios digitais e atentos às demandas por sustentabilidade.
O estudo conclui que esses desafios podem ser enfrentados por meio de iniciativas de priorização em agendas formais de atores estratégicos, como governos e empresas, com foco na inclusão digital, na regulamentação do trabalho por plataformas digitais, na proteção e qualificação das MEIs, no desenvolvimento de "empregos verdes" e na geração de renda pelo comércio digital e em negócios sustentáveis.