
O estudo aborda o desafio de garantir que os jovens brasileiros concluam a educação básica.
Em 2022, 9,8 milhões de jovens entre 15 e 29 anos não estavam matriculados na escola e não haviam concluído a educação básica, o que afeta negativamente tanto os jovens, quanto o desenvolvimento do país. O projeto quantifica e elucida esse desafio, considerando a região, UF e características sociodemográficas, explorando também os motivos que levaram os jovens a não frequentar a escola.
A maioria dos jovens fora da escola é do sexo masculino, negra, de baixa renda e reside em áreas urbanas. As regiões Norte e Nordeste apresentam as maiores proporções de jovens nessa situação. A necessidade de trabalhar é o principal motivo citado para o abandono escolar, com fatores como gravidez e afazeres domésticos sendo relevantes para o sexo feminino.
O estudo também aborda os desafios enfrentados por jovens com deficiência para concluir a educação básica. A proporção de jovens com deficiência fora da escola é significativamente maior do que a de jovens sem deficiência.
Diante desse cenário, o estudo propõe múltiplas soluções para o problema, incluindo programas de incentivo financeiro, como bolsas de estudo, fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ampliação da oferta de Educação Profissional e Tecnológica (EPT), cumprimento da Lei da Aprendizagem, oferta de ensino médio noturno, busca ativa de alunos, facilitação da matrícula, apoio a jovens mães, reforço escolar, programas de alerta preventivo e atenção à saúde mental nas escolas.
O estudo conclui que é necessário um esforço colaborativo entre diferentes setores para garantir que os jovens concluam a educação básica, com iniciativas e políticas públicas que considerem a diversidade de contextos e necessidades das juventudes.