
O estudo revela um panorama detalhado sobre a situação de trabalho e renda entre jovens no Brasil, especialmente no contexto pós-pandemia. A pesquisa analisou três grupos distintos: jovens que estão trabalhando, jovens que estão procurando trabalho e jovens que não estão trabalhando nem procurando.
Entre os principais destaques, observou-se que a pandemia impactou significativamente o acesso à renda pessoal e familiar dos jovens, levando muitos a buscarem auxílios governamentais e atividades complementares para sustentar suas vidas. Jovens que procuram trabalho demonstraram maior fragilidade emocional e preocupações financeiras, enquanto aqueles que trabalham mostraram maior estabilidade ou crescimento de renda.
A integração do mundo do trabalho com a educação foi uma preocupação constante entre os jovens. Muitos buscam conteúdos e atividades que conectem esses dois aspectos, além de expressarem o desejo de continuar estudando. A pandemia acelerou a digitalização do mundo do trabalho, com muitos jovens procurando vagas e capacitações online, além de utilizarem ferramentas digitais para trabalhar coletivamente.
A pesquisa também revelou que a saúde mental dos jovens foi afetada pela pandemia, com diferentes grupos enfrentando desafios específicos. Jovens que procuram trabalho apresentaram maior fragilidade emocional, enquanto aqueles que trabalham relataram ansiedade e exaustão.
No geral, os jovens demandam ações de instituições públicas e privadas para ampliar a oferta de oportunidades de trabalho, renda e crescimento pessoal e profissional. Eles também expressaram o desejo de ver novas dinâmicas de trabalho e maior flexibilidade de horários.