
O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2022, cujos resultados foram divulgados em 5 de dezembro, revelou que o Brasil manteve uma relativa estabilidade em matemática, leitura e ciências desde 2018, com ligeira queda, mas sem significância estatística. Realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Pisa avalia a capacidade dos estudantes de 15 anos de aplicar conhecimentos em situações diversas.
Um dos principais desafios é o desempenho em matemática, com 73% dos estudantes brasileiros não atingindo o nível básico de proficiência.
A maioria dos estudantes (72%) relatou receber apoio extra dos professores quando necessário, o que se mostrou crucial durante a pandemia.
Em leitura, 50% dos estudantes não alcançam o nível 2; em ciências, esse índice é de 55%.
Meninos têm melhor desempenho em matemática, enquanto meninas destacam-se em leitura.
80% dos estudantes brasileiros, seus pais ou responsáveis recebem informações sobre a aprendizagem pelo menos uma vez por mês.
O uso de dispositivos digitais no aprendizado mostrou resultados positivos, mas também pode gerar distração e ansiedade.
Questões de saúde mental e senso de pertencimento à escola também foram abordados.
O Brasil participa do Pisa desde 2000 e, em 2022, a amostragem foi considerada representativa de cerca de 2,3 milhões de alunos de 15 anos. A OCDE lançou dois volumes do Pisa 2022: o primeiro sobre a aprendizagem e a equidade na educação; o segundo sobre a aprendizagem durante e após a pandemia.
A importância da matemática para a vida e o desenvolvimento integral é destacada, com ênfase no desenvolvimento de habilidades para resolver problemas e tomar decisões. O avanço na aprendizagem da matemática no Brasil tem sido um desafio recorrente, com apenas 15% dos estudantes do ensino fundamental e 5% do ensino médio apresentando aprendizagem adequada.
Os resultados do Pisa 2022 também mostram a redução das diferenças de resultados entre grupos por nível socioeconômico (NSE) e no desempenho em matemática, mas não necessariamente uma redução das desigualdades. A desigualdade de gênero em matemática também é observada, com os meninos apresentando melhores resultados.