Estudantes que cursaram Educação Profissional e Tecnológica (EPT) apresentam melhor índice de inserção com qualidade no mundo do trabalho, maiores taxas de acesso ao ensino superior e melhores salários do que aqueles que concluíram somente o Ensino Médio Regular.
Os dados fazem parte do estudo inédito “Para onde vão os egressos do Ensino Médio e EPT? Empregabilidade e acesso ao ensino superior no Brasil”, realizado pelo Itaú Educação e Trabalho (IET). O estudo analisa a trajetória de concluintes do Ensino Médio em diferentes modalidades, considerando a inserção no mundo do trabalho formal e o ingresso no ensino superior.
A metodologia combina bases nacionais como o Censo Escolar, a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e o Censo da Educação Superior, permitindo acompanhar os egressos em diferentes momentos após a formatura e construir indicadores comparáveis ao longo do tempo. O estudo foi elaborado pelos pesquisadores Alysson Portella e Carolina Veronesi.
A análise se concentrou em estudantes que concluíram o Ensino Médio em três períodos distintos: 2014, 2018 e 2022. Ao todo, foram analisados os dados públicos referentes a 4,9 milhões de egressos em todo o país, sendo 3,4 milhões do ensino médio regular e 876 mil da Educação Profissional e Tecnológica (EPT).
Para avaliar a qualidade da inserção profissional, o estudo desenvolveu dois índices: o Índice de Qualidade de Inserção (IQI), composto por três dimensões: renda, formalidade e atividades rotineiras, e o Índice de Trajetória dos Egressos, que analisa a continuidade educacional, permitindo observar como o acesso ao ensino superior se relaciona com a qualidade da inserção profissional. Os índices variam de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1, melhor a qualidade da inserção no mercado de trabalho formal e da trajetória do egresso.
O estudo mostra que os estudantes que cursaram a Educação Profissional e Tecnológica apresentam IQI superior ao daqueles que concluíram apenas o ensino médio regular, vantagem que se mantém ao longo do tempo.
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