
O documento mapeia e analisa projetos de formação de leitores no Brasil com foco em iniciativas de promoção da leitura. O estudo foi realizado por uma equipe multidisciplinar de pesquisadoras em parceria com o Itaú Cultural, a PUC-Rio e a JCastilho Consultoria.
A introdução do relatório destaca a resiliência e a criatividade dos projetos de leitura no Brasil, especialmente aqueles criados e mantidos pela sociedade civil, que atuam com poucos recursos e dependem muito do trabalho voluntário. A pesquisa também enfatiza a importância da mediação de leitura e a necessidade de políticas públicas de leitura mais contextualizadas e criativas.
O primeiro capítulo analisa o perfil dos projetos, incluindo a distribuição geográfica, a situação, a origem, o público-alvo, a equipe, a conceituação de leitura, os objetivos, as atividades realizadas, as metas, as avaliações, o atendimento e os desafios. A maioria das iniciativas é liderada por mulheres pós-graduadas nas áreas de Letras e Pedagogia e está concentrada nas regiões Sul e Sudeste. As principais dificuldades enfrentadas pelos projetos são a falta de recursos financeiros, humanos e de acervo.
O segundo capítulo explora as metodologias de promoção de leitura utilizadas pelos projetos, incluindo leitura individual, contação de histórias, leitura em voz alta, círculos de leitura e empréstimo de livros. Discute também a gestão de projetos, abordando temas como planejamento, estratégias, recursos humanos, acervo, tecnologia, avaliação e sustentabilidade.
O terceiro capítulo analisa o perfil dos mediadores de leitura, incluindo sua formação, remuneração e o papel que desempenham nos projetos. A pesquisa revela que a maioria dos mediadores são professores e contadores de histórias e que muitos trabalham como voluntários. O relatório destaca a importância da formação de mediadores para a qualificação do trabalho realizado nos projetos.
O quarto capítulo examina o uso de novas tecnologias nos projetos de leitura, como mídias sociais, websites, blogs, plataformas de mensagens instantâneas, videoconferência, podcasts e aplicativos. Discute também a infraestrutura tecnológica disponível e a utilização de acervos digitais. A pesquisa mostra que as mídias sociais são amplamente utilizadas e que a infraestrutura tecnológica varia de acordo com a região e a origem do projeto.
O quinto capítulo apresenta tabulações e gráficos com os dados da pesquisa, permitindo uma análise quantitativa dos projetos.
O sexto e último capítulo fornece uma conclusão e avaliação dos relatórios, destacando a importância do apoio e investimento em projetos de leitura para a transformação da qualidade de vida e da cidadania no Brasil.
O documento conclui que, apesar dos desafios, existe um Brasil que lê e que vale a pena ser conhecido e incentivado.