
O livro organizado por Constância Lima Duarte e Isabella Rosado Nunes, com intervenção artística da artista plástica Goya Lopes, é uma coletânea de artigos que exploram o conceito de "escrevivência", criado pela escritora Conceição Evaristo.
O livro é resultado do Projeto Memórias e Escrevivência, uma iniciativa do Itaú Social em parceria com a Mina Comunicação e Arte e com a própria escritora, lançado em 2018.
A obra apresenta diferentes perspectivas sobre a escrevivência, reunindo artigos de diversos autores, incluindo um depoimento da própria Conceição Evaristo e textos de outros estudiosos da literatura afro-brasileira.
Escrevivência é definida como um ato de escrita de mulheres negras que busca resgatar a potência da voz e da oralidade de seus ancestrais, rompendo com o silêncio imposto pela escravidão e pelo racismo. É uma escrita que dá protagonismo às mulheres negras, questionando desigualdades e preconceitos raciais e de gênero.
O livro também discute a importância da representatividade na literatura, a relação entre experiência e escrita e a influência da escrevivência na academia e na sociedade.
A obra inclui ainda a intervenção artística de Goya Lopes, que traça sua arte afro-brasileira ao longo da publicação, em um movimento que se entrelaça com as palavras e seus sentidos.
Em suma, o livro é uma contribuição para a compreensão da obra de Conceição Evaristo e para o estudo da literatura afro-brasileira, destacando a potência da escrita como forma de resistência e de afirmação da identidade negra.