
O caderno de campo registra o encontro entre espectadores-participantes e o grupo teatral Magiluth, ocorrido durante o processo de criação da obra "Miró". O projeto "Ensaios de Fruição", idealizado pelo Itaú Cultural, visava incluir o público no processo de criação artística, proporcionando mais protagonismo à sua presença, geralmente considerada determinante nesse tipo de trabalho.
Durante a pandemia de Covid-19, o Itaú Cultural migrou suas atividades para o ambiente virtual e, a partir de seus aprendizados e desafios, concebeu o projeto "Ensaios de Fruição", que promoveu a participação do público nos processos de criação de espetáculos de artes cênicas, abrindo as "salas de ensaio" por meio de encontros on-line.
O caderno de campo é composto por três ensaios:
Ensaios de fruição e fricção: apresenta a concepção do projeto e o percurso dos participantes, desde o planejamento até a criação da obra.
Desdobramentos: a poeira levantada pelos ensaios de fruição: aborda os resultados do projeto e os aprendizados dos participantes.
Ensaios sobre os ensaios: apresenta reflexões sobre a mediação cultural e a relação entre artistas e público.
O projeto buscava transpor a poesia do pernambucano Miró da Muribeca para a linguagem teatral, investigando o universo do poeta e sua forma de ver e experimentar o mundo.
Durante o processo, os participantes foram estimulados a criar e expressar suas percepções por meio de atividades e práticas artístico-pedagógicas, o que gerou material para a pesquisa e alimentou o processo criativo dos artistas.
O documento destaca a importância da participação ativa do público no processo de criação artística, enfatizando que as habilidades expressivas e poéticas não são monopólio dos artistas, mas sim algo que pode ser desenvolvido e aprimorado por todas as pessoas.