
O relatório apresenta os resultados da 10ª onda de uma pesquisa realizada em 2022 sobre a situação da educação no Brasil do ponto de vista de estudantes e de suas famílias. A pesquisa foi realizada por telefone com amostra nacional representativa de 1.163 crianças e adolescentes e 1.323 responsáveis por alunos de escolas públicas. O objetivo principal foi fazer uma avaliação do primeiro ano de retorno presencial completa após a pandemia, e as expectativas para o futuro dos estudantes e outros aspectos relacionados aos estudantes e suas famílias.
entre os principais resultados, destaca-se:
- Em dezembro de 2022, 78% dos responsáveis por estudantes de escolas públicas indicaram que a educação deve ser prioridade para os novos ocupantes dos cargos de presidente e governadores, à frente de temas como saúde (66%) e segurança pública (21%);
- Entre os aspectos que os novos governos devem priorizar para uma educação de qualidade no próximo ano, os responsáveis destacam a garantia de maior oferta de formação de professores, a ampliação do uso de tecnologia nas escolas e a promoção de programas de reforço e recuperação de estudantes, igualmente com 21% cada.
- Segundo os responsáveis, 66% dos estudantes estão em escolas que fazem avaliações para conhecer as dificuldades de aprendizagem. Estudantes dos anos iniciais têm maior oferta deste tipo de avaliação (72%) se comparado a estudantes dos anos finais (63%).
- Em dezembro de 2022, metade dos estudantes tiveram oferta de reforço escolar pelas escolas. Essa proporção era de 43% nomesmo período do ano anterior. Apesar do aumento, a proporção de estudantes matriculados em escolas que oferecem reforço escolar revela desigualdades: Estudantes dos Anos iniciais tem maior oferta (56%) do que estudantes dos Anos Finais(48%);
- Os responsáveis avaliam que, para 84% dos estudantes que participaram das aulas de reforço, essas foram ótimas ou boas e fizeram com que os estudantes ficassem mais interessados (89%), otimistas (80%) e com maior facilidade nos estudos (88%).
- 21% dos estudantes podem desistir da escola segundo seus responsáveis, proporção estável se comparada a última onda do estudo, realizada em maio de 2022.