
Este estudo tem como objetivo catalogar, sistematizar e comparar diferentes instrumentos e métodos de avaliação de professores.
O estudo identificou 12 principais modelos de avaliação de professores na literatura especializada: modelos de valor agregado, modelos de observação em classe, pesquisas de opinião de estudantes, pesquisas de opinião de professores, pesquisas de opinião de diretores, modelo INFORM de observações de campo, análise de portfólio dos professores, modelos de simulação, modelos de práticas reflexivas, análise do conhecimento dos professores, modelos de autoeficácia e modelos mistos.
Concluiu-se que os métodos mais usados não são necessariamente os mais abrangentes e que a melhor estratégia é a de produção de indicadores e metodologias mistas, como as propostas pelo projeto MET da Fundação Gates.
Descobriu-se que é possível melhorar as metodologias mistas pela inclusão de indicadores não contemplados nos estudos da Fundação Gates, como indicadores de autoeficácia ou de práticas reflexivas envolvendo 'debriefing'.
Em relação ao uso potencial dos resultados das avaliações, viu-se que seu uso depende prioritariamente do tipo de medida utilizada.
O estudo identificou 3 critérios principais para avaliar os diferentes instrumentos de avaliação de professores: viés, confiabilidade e validade. No entanto, encontrou-se também critérios menos utilizados, como justiça, 'accountability' e estabilidade.
Diferentes modelos de avaliação têm implicações diferenciadas sobre os melhores modos de capacitar os professores. O estudo sugere que os professores devem ser capacitados em gestão de classe, atributos psicoemocionais, instruções concretas e como lidar com o imprevisto.
As evidências coletadas sugerem que modelos mistos de avaliação parecem ser os mais frutíferos, pois permitem o estabelecimento de parâmetros de validade e confiabilidade que atendam diferentes propósitos.
A experiência internacional de uso de modelos e instrumentos de avaliação de professores é muito heterogênea. Os países que avaliam seus professores diferem no grau de centralização/descentralização da aplicação de exames padronizados, no grau de autonomia que conferem à gestão e à avaliação nas escolas, na periodicidade das avaliações, na existência ou não de departamentos especializados na implementação das avaliações, no uso de instrumentos diferenciados, no link com a formação dos professores e uso ou não de medidas de certificação e, finalmente, no estágio curricular em que implementam essas avaliações.
Como parte desse estudo, foi realizada uma pesquisa empírica sobre o tema da avaliação de professores com gestores educacionais, gestores públicos, docentes do ensino fundamental e universitário, especialistas em educação, jornalistas e pesquisadores da área educacional. Foram entrevistadas 236 pessoas com uma amostra experimental.
Em suma, este trabalho catalogou uma série de instrumentos que podem ser úteis à elaboração de instrumentos de avaliação de professores.