Mateus Lima/Fundação Itaú
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No Brasil, 16% dos municípios ainda têm atendimento insuficiente na pré-escola

Resultado é do novo indicador da QEdu, lançado nesta quarta-feira, que calcula dados de diferentes institutos de pesquisa nacionais e internacionais


A plataforma QEdu lançou um indicador revelando que 876 municípios (16%) têm menos de 90% de atendimento na pré-escola (destinada para crianças de quatro e cinco anos), evidenciando os desafios para a universalização dessa etapa. A iniciativa calcula dados para avaliar, em nível municipal, o atendimento escolar da Educação Infantil.

Ainda na pré-escola, o maior percentual de defasagem entre matrículas e população está no Norte, com 29% (130 municípios), seguido pelo Centro-Oeste, com 21% (99 municípios). As demais regiões são Nordeste, com 17% (304 municípios), Sudeste, com 13% (213 municípios), e Sul, com 11% (130 municípios). 

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Já para as matrículas em creche, para crianças de zero a três anos, 81% dos municípios do país registram taxas de atendimento inferiores a 60%, patamar estabelecido como meta pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Novamente, Norte e Centro-Oeste lideram os indicadores com 94% (424 municípios) e 90% (420 municípios), respectivamente. Na sequência, aparecem Sudeste, com 83% (1.392 municípios), Nordeste, com 81% (1.458 municípios), e Sul, com 66% (791 municípios).

Além das matrículas, o indicador avaliou as condições das unidades da educação infantil. De acordo com o levantamento, 17% dispõem de todos os itens considerados básicos para o seu funcionamento adequado, como banheiro, rede de esgoto, coleta de lixo, acessibilidade e internet, entre outros.

Em relação à infraestrutura básica considerada adequada, apenas 12% de creches e pré-escolas conseguiram assegurar todos os elementos. Já para as estruturas entendidas como fundamentais para o pleno desenvolvimento das crianças nessa etapa, 45% contam com parques infantis e 36% têm áreas verdes.

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Sobre o indicador
O QEdu é um site que reúne os principais indicadores nacionais e internacionais da educação básica brasileira. A plataforma desenvolveu uma área destinada à educação infantil, por meio do cruzamento de dados como o Censo Escolar e projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pelo Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS).

O objetivo do novo indicador é apoiar gestores públicos e a sociedade no monitoramento do acesso à educação infantil, superando algumas das limitações das bases atualmente disponíveis. Enquanto o Censo Demográfico é realizado apenas a cada dez anos e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) apresenta dados somente para estados, regiões metropolitanas e capitais, a nova metodologia permite estimativas anuais para todos os municípios do país.

A iniciativa foi produzida pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com a Fundação Itaú, a Fundação Bracell, a Fundação VélezReyes+, a Fundação Van Leer e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Seu lançamento ocorreu nesta quarta-feira (29), por meio de um webnário realizado no Canal de YouTube do Iede

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