
O relatório é fruto de uma colaboração entre o Itaú Social e a associação Dados para um Debate Democrático na Educação (D³e), com o objetivo de elencar desafios enfrentados mas também estratégias e boas práticas adotadas por diretores escolares durante a pandemia de covid-19, apoiando na formulação de recomendações para políticas públicas que melhorem a gestão escolar, especialmente em momentos de crise.
- A pandemia impactou severamente o sistema educacional brasileiro, com escolas fechadas por um longo período. Diante da reduzida coordenação federativa e da heterogeneidade no apoio dos governos subnacionais, os diretores escolares precisaram criar suas próprias estratégias para garantir a continuidade do ensino.
- Desta forma, o estudo de caso foi realizado em dez municípios brasileiros de diferentes regiões e portes que apresentaram boas práticas de gestão educacional durante a pandemia a partir de quatro fatores analisados: Tecnologias para o ensino remoto; Estratégias de apoio aos estudantes e professores; Acesso à internet e Equipamentos.
- O estudo revelou seis estratégias principais para lidar com período: ensino baseado em atividades impressas, comunicação por grupos de Whatsapp, foco na manutenção do vínculo com os estudantes, aproximação da comunidade escolar, gestão democrática e colaboração com outros setores.
- Os desafios incluíram sobrecarga de trabalho e problemas de saúde mental dos diretores, rotatividade na gestão escolar, resistência ao ensino remoto, variação no apoio governamental, demora na tomada de decisões, falta de infraestrutura tecnológica e ampliação das desigualdades educacionais.
- Com base nesses desafios e estratégias, o relatório apresenta aprendizados e recomendações para diferentes atores. O governo federal deve definir os papéis de cada ator no sistema educacional, colocar a equidade no centro da política educacional e desenvolver políticas para os gestores escolares. As secretarias de educação devem apoiar os diretores no fortalecimento da relação família-escola, garantir infraestrutura escolar e trabalhar de forma colaborativa com outros níveis de governo e setores. Os gestores escolares devem atender as famílias individualmente, manter a comunicação próxima com a comunidade, inserir conteúdo sobre equidade na formação de futuros líderes e ampliar parcerias com diversos setores.
Em suma, o relatório destaca a importância da gestão escolar, especialmente em tempos de crise, e a necessidade de políticas públicas que fortaleçam essa gestão, com foco na equidade e na colaboração entre os diferentes atores do sistema educacional.